• RESENHA ESPECIAL !

    Confirmada a presença do presidente Guto Braga. Próxima segunda 16/04

  • Mais uma derrota !

    Uberlândia perde de 1 a 0 para o Mamoré em Patos de Minas, o gol foi marcado por Evandro aos 44 minutos do primeiro tempo

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segunda-feira, 19 de março de 2012

Abaixo da crítica 1: André Neles



Desanimado, muito desanimado !!!


Depois de mais uma vez não jogar nada, nem mesmo futebol, o Uberlândia, infelizmente, vai continuar mais um ano no módulo II do mineiro. Não acredito no milagre de ganharmos as próximas cinco partidas e olha que sou otimista, sempre fui. 

Alguns podem me falar que o UEC ainda tem chance. Sim, claro. Mas com esta baba de futebol que vem mostrando, eu duvido que consiga. A tendência, aliás, é só piorar pra desespero de nossa torcida. Já de cara vamos pegar novamente o Mamoré em Uberlândia no returno e o resultado mais normal será um empate ou derrota do Verdão. 

Vai ter que surgir do nada outro time, que não este, para eu acreditar. A diretoria do UEC deveria, no mínimo, mandar embora hoje mesmo alguns que estão neste time apenas para passear, fazer turismo. Seria um primeiro passo. A outra é avisar para os jogadores que se eles quiserem casa, comida, roupa lavada e salário em dia, vida de rei que estão tendo por conta do Uberlândia Esporte Clube, só irão receber o salário deles se conseguirem tirar o Verdão deste buraco. A vida destes caras está muito mansa, é muito conforto, muita bajulação pra pouco futebol.

Por estes jogadores eu não aposto mais nada. Alguns até ex-jogadores em atividade vieram pra cá só com nome e com algumas poucas exceções (Gustavo, Balduíno e Ivonaldo), o resto só tem passado raiva na torcida.

Do Uberlândia Esporte Clube eu não desisto nunca, mas deste time que está aí jogando o módulo II 2012: eu joguei a toalha !!!

sexta-feira, 16 de março de 2012

Está na hora de André Neles mostrar a que veio


O atacante André Neles veio para o Uberlândia Esporte após o jogo contra o Araxá, quando o alviverde sentiu muito a necessidade de um atacante de área. A contratação do atacante tinha um único objetivo: acabar com o jejum de gols do ataque.

De lá pra cá, o Verdão jogou contra Funorte, URT e Patrocinense e apenas o atacante Rafael Aidar fez um único gol. Muito pouco. 

André Neles ainda não mostrou a que veio. Um grande amigo meu, em discussão (amistosa) que tivemos sobre o jogador, ele me falou que o atacante era o melhor jogador do time e que fazia muito bem o pivô. Expliquei-lhe que André não veio contratado para ser meia, armar jogadas e sim para fazer gols. 

Quem tem acompanhado os jogos do Verdão,  tem visto o atacante André voltando para buscar a bola e daí tentar alguma coisa. Tá errado. Temos dois bons laterais e esta bola chega toda hora na área. Não tem nada que ficar buscando bola. Está me lembrando o Rena. Para com isto. André tem que se posicionar para receber a bola e fazer o gol. Pra isto que ele foi contratado. Se a bola não está chegando, que bote a boca no trombone, mas ao voltar para buscar a bola, fica o Verdão novamente sem um atacante de área.

Por isto, o técnico Fajardo tem que colocar o André no lugar dele, que é na área, incomodar a zaga e fazer os gols. Não podemos ficar eternamente dependendo de gols do zagueiro Henrique.

Vamos subir, Verdão !!!

quinta-feira, 15 de março de 2012

Homenagem prévia para quem vai em Patos de Minas



O Verdão vai precisar muito de sua torcida neste sábado contra o Mamoré. Parabéns a todos que vão deixar suas ocupações e irão em Patos de Minas/MG darem uma força para o time.

Vamos subir, Verdão !!!

Montagem por Odilon dos Reis

A responsabilidade é dos jogadores


Por mais que o técnico Fajardo venha com a maior vontade de fazer um bom trabalho, que realize algum ou outro treino tático e um único coletivo que será realizado hoje, não há como jogar qualquer responsabilidade neste jogo do próximo sábado para o treinador.

Nem acho tanto que Eugênio Carlos foi o responsável pela situação que o nosso glorioso Verdão se encontra. Os jogadores do UEC foram e ainda são os únicos responsáveis pela situação preocupante da equipe, pois vacilaram demais na defesa e foram ineficientes na defesa. 

Chegou a hora da verdade. Os jogadores que agora estão no elenco do clube tiveram todas as condições para treinar e foi um bom tempo a preparação do clube. Já tem mais de um mês que o mineiro módulo II começou e as desculpas tem que acabar.

Não quero saber se o jogo foi difícil, que tivemos pressão de torcida adversária, que o campo é pequeno e blá blá blá...Chega de desculpas. Eu sei que tem um time forte do outro lado, mas pelo currículo destes jogadores do UEC era para estarem mostrando um futebol pelo menos 50% melhor do que tem mostrado. 

Tem jogador no Uberlândia que veio só com nome e fama e até agora estão fazendo turismo em Uberlândia, deixando a torcida com a pulga atrás da orelha se vamos subir ou não. 

Fala sério !!!

Raça, vontade e futebol. É isto que queremos !!!

A esperança se renova !!!


Tenho acompanhado os jogos do UEC desde os amistosos de pré-temporada, aos jogos do Modulo II em casa e fora. Pois bem, vou relembrar o que vi com análise imparcial, sem colocar o coração na frente da razão que, em se tratando de Uberlândia Esporte, é bastante difícil, porém importante para uma conclusão que será positiva, não apenas por acaso.

Vamos lá:

Araxá 1 x 0 UEC. Estive no Fausto Alvim. O jogo foi meio a meio, “pau a pau”. Era jogo de zero a zero, o que seria bom para o UEC por estar jogando fora de casa. Aos 30 minutos do segundo tempo, o UEC toma o gol. Depois do gol, os jogadores do UEC DESMORONARAM-SE psicologicamente. Não estavam preparados para o gol. Depois disso, o Araxá cresceu, o Verdão se encolheu. Quando tentou ir ao ataque, não encontrava o homem gol, o centroavante que era referência na área. Final de jogo, perdemos e os jogadores saíram visivelmente abatidos.

Depois veio o jogo contra o Funorte. UEC 4 x 0 Funorte. O Funorte jogou mais firme e criou mais oportunidades no primeiro tempo, mas no final, aos 44 minutos, o UEC, que sairía vaiado, acabou saindo aliviado com o gol do Henrique. Depois vieram mais 3 gols no segundo tempo. Venceu, mas não convenceu. Porém, deu pra dormir mais aliviado.

Em seguida, URT 2 x 2 UEC. O time de Patos saiu na frente, o Verde empatou e virou. O time ficou firme por 6 minutos. Depois veio o gol de empate da URT. Novamente, o Verdão se DESMORONOU psicologicamente e passou de dono da partida, a refém dela. No final, o empate acabou sendo justo. Mas a pressão aumentou para o lado do Eugênio e seus comandados.

Por fim, UEC 1 x 1 Patrocinense. O Verdão começou sufocando e abriu o placar. Infelizmente, veio um gol inesperado (novamente com bola alçada na pequena área) aos 44 do primeiro tempo. Esse gol DESMORONOU o UEC psicologicamente, pela terceira vez.

Aí vem a conclusão positiva que tinha dito lá em cima. Estive na apresentação do Wellington Fajardo e fui meio desanimado, achando que iria chegar apenas “mais um”. Mas, gostei do que vi e ouvi. Mais do que esperava até. O Fajardo é especializado em psicologia, deu a entrevista coletiva, e sem delongas, foi pro campo dizendo que iria “olhar olho no olho”, cada atleta. No campo, colocou os laterais pra cruzar bolas incessantemente, e os atacantes pra finalizar com o seu auxiliar Chem gritando “vamos lá, 44 minutos do segundo tempo, tem que fazer, tem que matar”... como se tivessem ido ao jogo no domingo e sentido o que sentimos.

Esse time tem qualidade, tem bons jogadores. Cabe apenas ao Fajardo, trabalhar a cabeça desses atletas, e batalhar, como ele prometeu, 24 horas por dia pelo acesso. O Verdão vai forte pra cima do Mamoré, tenho certeza. E com a cabeça no lugar, a esperança é que volte com uma vitória, e encostado nos líderes.

A esperança não se finda, pois o dia que morrer a esperança de um torcedor, o futebol perderá o sentido. Vai Verde!

Texto de Flávio Gomide, conselheiro do Uberlândia Esporte Clube, colaborador do CANAL UEC e torcedor fanático do Verdão

terça-feira, 13 de março de 2012

Goleiro franga e não aceita crítica dos torcedores


Nosso goleirão Marcelo Cruz está literalmente pisando na bola. Se não bastasse ter sido responsável pelo frango no jogo contra a Patrocinense e ter sido o maior culpado pelo gol tomado contra o Araxá, Marcelo Cruz mostrou que não tem humildade em reconhecer os seus erros.

Após a partida no domingo passado, alguns torcedores, dentro do seu direito de reclamar e protestar contra o time (até porque apoiaram o jogo inteiro), vaiaram o jogador e o criticaram efusivamente. O goleiro ficou fazendo gestos obscenos para a torcida e até dando "tchauzinho", numa demonstração de que não aceita críticas, apesar da péssima fase que está passando.

"Frangar" acontece com qualquer goleiro. Todos os grandes goleiros já erraram feio. O que é inadmissível é não aceitar as críticas, reconhecer o erro e ainda por cima baixar o nível numa discussão com torcedores após um jogo.

Espero que Marcelo Cruz esfrie a cabeça e peça desculpa aos torcedores por aquelas cenas que vimos após o final da partida, quando a maioria dos torcedores já tinham ido embora e ficaram alguns para protestar e tiveram que engolir seco os gestos do goleiro. Aliás, o jogador ficou um bom tempo na espera para que os torcedores pudessem todos ir embora.

Não estamos a pé de goleiro. Tarso pelo pouco que vi substitui à altura e Felipe Sanches foi o ano passado campeão do módulo II com o Boa. Baixa a bola, Marcelão !!!

sábado, 10 de março de 2012

Entrevista árbitro Adriano Oliveira

Pode parecer inútil colocar uma entrevista feita a um ano atrás com um árbitro que mal conhecemos, porém, gostaria de mostrar o quão é precária a vida da arbitragem aqui no Brasil, onde eles não são profissionais (fazem outros serviços), entretanto, são cobrados como qual.

No meu ponto de vista, essa deveria ser uma profissão como qualquer outra, com formação superior (a pessoa tem que ficar estudando para isso) e não apenas achar que "apitar" seja a coisa mais simples do mundo. Futebol é paixão e se não houver alguém preparado para dirigir um jogo onde essas emoções estão à flor da pele, pode causar esta revolta, que o próprio Adriano Alves de Oliveira falou na entrevista.

Aliás, Adriano será o árbitro da partida de amanhã do Verdão contra a Patrocinense.

Enfim, este será um passo importante para que o futebol brasileiro possa ressurgir das cinzas e voltar a ser o "País do Futebol".

*Entrevista retirada do site www.corneteiro.com.br

O Corneteiro.com.br cobriu de forma exclusiva o evento de premiação da 50ª Copa Itatiaia Brahma nesta última segunda-feira (17). Numa ocasião única, tive a oportunidade de falar com Adriano Alves de Oliveira, 39 anos, considerado o melhor árbitro da competição. Muito tranquilo e muito sereno, ele comenta sobre a vida da arbitragem e das dificuldades, daquele que talvez seja a figura mais polêmica desde o surgimento do futebol – o Juiz.

Corneteiro: Brasil, o país do futebol. Toda criança já nasce com uma bola nos pés, o sonho é ser jogador. E você, como virou arbitro?

Adriano: Olha, pra ser sincero, eu comecei jogando futebol. Quando eu percebi que não dava, e como eu sou um amante do esporte, resolvi largar o futebol amador como jogador,e fui fazer o curso de arbitragem. Tive muito incentivo, principalmente do presidente da liga de Santa Luzia, dos amigos. Aqui na Federacão eu fui muito bem acolhido. Sr. José Eugênio, me recebeu muito bem e atualmente o fundamental apoio do Dr. Paulo Schetino.

Corneteiro: …você queria trabalhar com futebol de qualquer jeito, não interessava como né?

Adriano: Perfeitamente, eu vi que não tinha habilidade, então era melhor deixar quem tinha assumir o cargo e vamos trabalhar futebol de outra forma, mas tô muito feliz com a minha escolha.

Corneteiro: E isso tudo começou quando?

Adriano: Eu iniciei meus trabalhos na arbitragem, na liga de Santa Luzia em 2007. Já em 2008 eu fui convidado para fazer parte do quadro de arbitragem da FMF.

Corneteiro: Como se dá o início do trabalho de arbitragem e quem quiser se tornar um arbitro o que deve fazer?

Adriano: Primeiramente ter gosto. As pessoas esquecem que o árbitro é uma pessoa que gosta de futebol. Mas a quem interessar, deve procurar o Eustáquio ou Adriano, do departamento técnico, aqui na FMF. Todos os requisitos são passados aos candidatos, como: ter segundo grau completo, preparo físico etc. Quem almeja ser um Arbitro CBF ou FIFA, precisa ter nível superior, além de outra exigência que é não ter mais de 30 anos.

Corneteiro: Adriano, de uns tempos pra cá tem se notado que as equipes da Região Metropolitana estão se destacando sobre as equipes da capital. Você, como juiz, acaba conhecendo intimamente os times dentro de campo. Qual a grande diferença entre as equipes de fora e as da capital?

Adriano: Sim, os times do interior tem uma outra forma de montar seus elencos e de conduzir. O investimento no interior é maior do que na capital. Eu seria injusto se falasse que os times da capital perdem ou acabam não chegando porque não são organizados. A gente vê o esforço do pessoal, das diretorias. Mas esforço somente não adianta e os times do interior tem mais recurso. Os times no interior jogam na grama, tem preparador físico, fazem treinos.

Corneteiro: Uma questão que é muito polêmica, tanto no futebol amador quanto no profissional, é a violência. Queria que você comentasse um pouco sobre esse assunto.

Adriano: Sinceramente? Ainda está complicado. Se eu falar que não melhorou eu vou estar faltando com a verdade, mudou. Melhorou. Mas, ainda falta resolver muita coisa. E quem acaba complicando as coisas são so próprios dirigentes que não providenciam policiamento, que fazem pressão pra gente iniciar a partida sem segurança. Existe uma cobrança muito grande sobre a gente.

Outro ponto complicado é que muitas vezes os treinadores, diretoria, extrapolam, perdem a cabeça. Uma palavra mal interpretada lá fora leva o atleta a fazer bobagem la dentro. Aí a gente além de arbitro, tem que ser psicologo também. Conduzir 22 pessoas, cada uma com uma índole, cada uma com uma personalidade, não é fácil. Sem contar as que estão fora de campo. As vezes falta equilíbrio da comissão em conduzir suas equipes. Gente! Futebol é uma das coisas mais bonitas que tem. Poxa, vamo fazer as coisas, vamo conduzir com um pouquinho mais de responsabilidade!

Corneteiro: Você falou de dirigente, diretoria e esportistas. E a torcida não entra nisso? Não preocupa você?

Adriano: Sem dúvida. As pessoas precisam entender que futebol é movido pela paixão. O torcedor é movido pela paixão. A responsabilidade das coisas está muito mais com as pessoas que estão lá dentro do que propriamente lá fora. Policiamento já resolve boa parte dos exageros ocorridos lá fora.

Corneteiro: E já se viu em alguma situação de aperto pelos campos de várzea?

Adriano: Meu amigo! já. A gente que está nesse trabalho passa aperto as vezes, mas graças a Deus ele tem olhado muito por nós e nada de grave ocorreu. Particularmente tivemos uma partica muito díficil de conduzir o ano passado pela divisão Especial (Serie A) do amador. Ferroviária x São Luiz no campo do Mineirinho. Placar eslástico, 6 a 1 pra Ferroviária, torcida pondo muita pressão, situação feia demais. Aí entrou o que eu falei anteriormente: policiamento. Quando os homens da PM aparecem, inibe a violência.

Corneteiro: Adriano, e com relação à condução da partida. Tem diferença muito grande do profissional pro amador? (digo, com relação as catimbas, à levada do jogo)

Adriano: Na categoria profissional os atletas já vem preparado para muitas situações. Muitas vezes o jogador profissional testa o árbitro, principalmente em início de carreira. Ele faz falta e olha pra cara do árbitro pra ver qual é a sua reação. Lá dentro ocorrem coisas que as câmeras não veem, mas que só quem tá la dentro sabe. As vezes no início da partida o jogador já testa a gente pra saber se ele pode descer mais o pé ou ficar comedido. Há casos em que muitos colegas já são mais rígidos logo no começo pra poder ter o controle da partida. Mas cada caso é um caso. Tecnicamente chamamos isso de “fazer a leitura do jogo”.

É recomendado que o árbitro se concentre antes da partida, estude os dois adversários. Conheça os jogadores, veja o tape das partidas. Há casos em que, partidas muito longe da residência do árbitro, ele se hospede um dia antes, no local onde será realizada a partida.

Já no amador a gente não tem como prever o que vai encontrar. Mas de um modo geral os jogadores, tanto profissional quanto amador, tem a mesma “manha”.

Corneteiro: Ainda fazendo o comparativo, na várzea há campos precários, desformes, inclinados, enfim… Induzindo muitos craques ao erro. Goleiros acabam falhando diante do morrinho artilheiro, ou o chute do atacante acaba no meio da lama… E para a arbitragem, no que essas condições podem prejudicar o trabalho de vocês?

Adriano: Verdade, atrapalha. As vezes você está acompanhando uma jogada, aí, um objeto no campo, um desnível acentuado, acaba tirando sua atenção e o lance passou. Quem tá do lado de fora não vê isso.

Corneteiro: Aí vão cornetar o árbitro que não marcou o lance ou o artilheiro que perdeu o gol…

Adriano: Futebol é paixão, eu sei disso. Muitas vezes o atacante vai lá perde 10 gols na cara. O time toma um contra-ataque, a defesa vai lá comete uma penalidade. Qual a nossa função? Marcar. Mas o que a torcida vai falar? Que foi injusto. Que o juiz alterou o resultado da partida. Passam a esquecer o atacante que perdeu um monte de gols.

Corneteiro: Falando em erro de arbitragem, você deve ter acompanhando as constantes pressões sobre a Fifa para alterar as formas de arbitragem, com auxílio eletrônico, utilização de banderinhas nas linhas de fundo etc. Você é à favor disso?

Adriano: Eu acredito que tudo que venha para melhorar o futebol, é benvindo. Tudo que for feito para deixar o futebol um espetáculo cada vez mais apaixonante é benvindo.

Corneteiro: O futebol em sua estrutura atual é toda formada por profissionais, técnicos, médicos, jogadores, diretores, times que viram empresas etc. E o juiz ainda é aquele cidadão que durante a semana é bancário, enfermeiro, professor de educação física e que, no domingo tá lá prestando um serviço ao futebol. Você acha que tem que profissionalizar os juízes também?

Adriano: Na minha opinião é uma injustiça. Toda estrutura é profissional e ganha como tal. Nós não somos vistos como profissionais, mas somos cobrados como profissionais. Alguma coisa está errada. Poxa, eu sou funcionário do hospital das clínicas há oito anos, acordo as 4h30 da manhã. Tenho que manter meu emprego e minha condição física para apitar. Eu sou árbitro também do quadro profissional, mas não da pra gente se manter, por que? Porque a escala tem rodízio. Eu posso apitar um jogo ou não.

Corneteiro: Suas considerações finais, suas expectativas para 2011, que já começou com o título de melhor árbitro da Copa Itatiaia Brahma. Uma competição que formou árbitros como Márcio Resende de Freitas, por exemplo.

Adriano: Eu gostaria de agradecer a Rádio Itatiaia pela iniciativa que já dura 50 anos. Agradecer a vocês do corneteiro.com.br que cubriu esse evento de forma brilhante, de forma realmente muito séria. Deu espaço à arbitragem. Minha palavra sobre tudo é com o torcedor, que entenda que somos humanos, que acertamos, erramos. Que estamos fazendo nosso trabalho, pedir desculpas se por ventura houve falha da minha parte. Futebol é um espetáculo das oportunidades. Um dia um sorri, outro dia chora. É assim…

Gostaria de agradecer a Deus por ter me dado a oportunidade de estar ontem na final da Copa itatiaia. Me sinto uma pessoa realizada, desejo a todos um 2011 de muitas conquistas. Paz e felicidade à todos.

Muito obrigado pela a oportunidade.

sexta-feira, 9 de março de 2012

A força da torcida contra a Patrocinense


O jogo de domingo às 10h30 contra a Patrocinense é decisivo para o Uberlândia Esporte Clube. Só a vitória interessa e para isto tenho certeza que a equipe buscará o gol desde o começo do jogo. 

A torcida tem que entender o momento do time e saber que a Patrocinense virá em Uberlândia para dificultar a vida do Verdão, não deixando ele jogar. O Funorte foi assim, a Patrocinense assim será também. Obviamente eles jogarão com 11 jogadores recuados e tentarão o contra-ataque nas tomadas de primeira bola.

Tradicionalmente a torcida do Verdão é impaciente. Ela sempre espera uma apresentação de gala do time e estou com receio dos exaltados já começarem a xingar a equipe logo no primeiro tempo, impacientes talvez com o gol que não saia. É módulo II esta paçoca, gente. Se você não vê espetáculo nem em Brasileiro Série A, quiça neste esquecido e incompreendido mineiro que a Federação de Belo Horizonte está pouco se lixando.

O presidente Guto Braga falou uma coisa com razão sobre comportamento da torcida dos adversários. Fui em todos os jogos do Verdão até agora e em Araxá e em Patos de Minas vi a torcida apoiando o jogo inteiro. Aliás, em Patos de Minas/MG, com a URT vindo de duas derrotas, seria normal se houvesse uma pressão da torcida, impaciente com a má fase da equipe. Mas não, desde o começo da partida aplaudiam qualquer jogada da URT e xingaram muito, só que os jogadores do Verdão.

Não tem outra alternativa. Pra gente sair deste buraco do módulo II tem que existir apoio da torcida. O Verdão é um time pequeno que joga num estádio grande e se não houver apoio maciço do torcedor, fica muito difícil.

A Inferno Verde tem a obrigação de puxar os gritos, mas o restante da torcida tem que ir junto, tentar motivar quem está lá no campo. É mentira que o Sabiá é campo neutro. Ano passado atropelamos todo mundo aqui. O time tem que fazer a parte dele, jogar com raça e determinação. Mas a torcida não pode ser apenas coadjuvante. 

quinta-feira, 8 de março de 2012

Patrocinense está contando que o Verdão vai cansar no segundo tempo

A equipe da Patrocinense está contando certeza que a o Uberlândia Esporte Clube irá se cansar no segundo tempo para ganhar a partida do próximo domingo às 10h30 e por isto não aceitou a antecipação do jogo para o sábado a tarde. Eles acreditam que jogando no domingo de manhã, debaixo do sol forte, eles terão condições de vencer o Verdão na etapa complementar, pois os jogadores deles, supostamente, tem melhor preparo físico.

É óbvio que a diretoria da equipe de Patrocínio/MG não informa isto oficialmente, mas pessoas ligados ao UEC que assistiram a partida da Patrocinense contra o Mamoré escutaram estas afirmações durante a partida ocorrida no sábado passado no estádio Júlio Aguiar, quando houve o empate em 0 a 0 com a equipe patense.

Mas o único motivo para eles não aceitarem o jogo no sábado à tarde só pode ser este mesmo, porque em termos de logística e financeiramente foi de uma burrice terrível, pois afastará até mesmo a própria torcida da Patrocinense, que terá que acordar bem cedo para vir em Uberlândia para acompanhar o jogo da equipe deles.

Agora, quem morreu no segundo tempo do jogo contra o Funorte, foi o Funorte. A equipe do Verdão já está treinando a semana inteira bem forte no horário da manhã e uma das poucas coisas que podemos nos gabar é o preparo físico, já que a parte técnica está longe, mas muito longe do ideal.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Campo pequeno, problema para o UEC



Já se passaram três rodadas do campeonato mineiro do módulo II e dos nove pontos disputados, o Uberlândia Esporte Clube tem apenas 04 (44,44% de aproveitamento) e ocupa a quarta colocação num grupo de seis equipes. Graças aos meus amigos colaboradores do CANAL UEC, pude assistir as três partidas do Verdão neste campeonato, sendo duas em gramados adversários e posso garantir: em campo pequeno, o Uberlândia não sabe jogar.

Tanto em Araxá quanto em Patos de Minas, o Verdão mostrou imensa dificuldade devido às dimensões do gramado. É verdade que o jogo fica mais vivo, com mais choque e trombadas, mas é inadmissível a forma como a equipe uberlandense tem se portado nestas condições, dando chutão e mostrando um futebol ao estilo "terrão", com todo respeito ao tal.

Apesar da marcação em Araxá ter sido muito boa e o gol ter saído no único vacilo do jogo, ontem em Patos de Minas o que vimos foi uma dupla de zaga perdidíssima e responsável pelos dois gols que tomamos, pois deixaram os dois atacantes da URT livres, sossegados, confortáveis para fazerem os gols da equipe patense. Mas a culpa não é só deles, porque o meio de campo do alviverde bateu cabeça ontem, com os laterais facilitando a vida do adversário.

O técnico Eugênio Carlos tem que acordar para este tipo de situação e reforçar o meio de campo. A entrada de Saulo no meio de campo ajudou, mas não é só. Ainda tem jogadores no UEC que vieram com promessas de um grande futebol e até agora não mostraram por que vieram. Vou falar sobre isto depois, por enquanto, só alerto que temos que jogar como time pequeno, que é o que realmente somos, contra as equipes do módulo II. 

Acorda Verdão, esquece 1984 e mostre um futebol de raça. É módulo II, caramba. Não deixe o adversário jogar. O Funorte veio em Uberlândia com a intenção de não deixar o UEC jogar e conseguiu isto no primeiro tempo, além de ter tido alguns boas chances de abrir o placar. O Verdão tem que fazer o mesmo. Atacar como time grande e defender como time pequeno. Com exceção do Parque do Sabiá, o resto é tudo campo pequeno. E agora?

Ontem já foram poucos torcedores do Verdão em Patos. Se continuar assim, irão cada vez menos. A propósito, parabéns aos que foram.

quinta-feira, 1 de março de 2012

URT sempre foi um adversário difícil no Zama Maciel


Acredito muito que o Verdão tem tudo para fazer uma excelente partida no próximo domingo contra a União Recreativa dos Trabalhadores (URT) no estádio Zama Maciel, mas infelizmente tenho que admitir que a equipe patense sempre foi um osso duro de roer em seus domínios e não é porque atravessa um momento ruim, ocupando a parte debaixo da tabela, que o UEC encontrará facilidades, muito pelo contrário.

No ano passado, o Verdão fez um jogo dificílimo contra eles tanto no Zama Maciel como no Parque do Sabiá. Empatamos em 1 a 1 em uma partida que tomamos muita pressão lá em Patos de Minas/MG e o goleirão Marcelo Cruz nos salvou da derrota ao catar um pênalti aos 47 minutos do segundo tempo. A vitória em casa por 2 a 1 foi aliviante, depois que Ditinho empatou o jogo aos 36 do segundo tempo e Júlio César salvou a lavoura 4 minutos depois. 

Aliás, não se enganem com Ditinho. Apesar de já não ser mais um garoto, com os seus 41 anos ainda é muito perigoso dentro da área. Sabe dosar seu futebol para aguentar o jogo inteiro e o técnico Eugênio Carlos tem que ficar muito atento com ele.

A equipe patense está de treinador novo, Auecione Alves, e este já afirmou ontem em entrevista ás rádios que, pelo pouco de tempo que tem para a partida contra o Uberlândia Esporte Clube, irá trabalhar bastante o lado motivacional dos jogadores. Para a URT é a última chance de tentar uma recuperação no campeonato, pois se perder a disputa será contra o rebaixamento. O Verdão tem que vir muito mais motivado nesta partida do que o normal. Irá pegar um adversário que vai jogar a vida e a torcida deles é barulhenta e faz pressão.

Espero ver o Verdão com uma postura diferente daquela que começou contra o Funorte. Não podemos dar sopa para o azar contra a URT. Mamoré e Patrocinense já está com 3 pontos na frente e uma vitória do Verdão não deixará que ninguém dispare.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Não dá para se iludir



Não posso de maneira nenhuma menosprezar a goleada de 4 a 0 do Uberlândia Esporte Clube (UEC) sobre o Funorte, na tarde de ontem, no estádio Parque do Sabiá, pela segunda rodada do Módulo II do Campeonato Mineiro. Mas também não posso dizer que o time fez um partidaço e que enfrentou um adversário de bom nível. É isso mesmo, o UEC goleou, apresentando virtudes e muitos erros, até porque o adversário, cá para nós, é fraco. De qualquer forma, o time venceu, somou os três primeiros pontos e vai com moral para enfrentar a URT na próxima rodada. 

Falando do jogo de ontem, posso dizer que o primeiro tempo foi de doer a vista de quem o assistiu. O Funorte veio com uma proposta defensiva, buscando o contra-ataque e quase surpreendeu o Uberlândia, que deu o primeiro chute ao gol somente aos 30 minutos da etapa inicial. No ataque, o estreante André Neles sofreu muito, porque nem Esquerdinha e muito menos Rafael Ipuã, os dois meias, encostaram no centroavante. Quando a torcida já demonstrava impaciência, já nos acréscimos do primeiro tempo, na base
da pressão, o UEC abriu o marcador com o zagueiro Henrique para alívio dos alviverdes.


Aí, no segundo tempo, prevaleceu o ditado: “Onde passa um boi, passa uma boiada”. E foi exatamente isso o que aconteceu. O Uberlândia se posicionou melhor em campo, passou a jogar mais pelas beiradas e, aos 8 minutos, Rafael Aidar fez 2 a 0. Após o gol, o árbitro expulsou um jogador do Funorte, que reclamou sei lá de quê e, a partir daí, o UEC teve tranquilidade para fazer algumas jogadas que não havia conseguido fazer na primeira etapa. O terceiro gol veio com o lateral Marcel, aos 15 minutos, e, aí também, mais uma expulsão no Funorte. Aos 37, Joelson fechou a goleada por 4 a 0.

Então, veja bem o Verdão encontrou muitas dificuldades no primeiro tempo contra um adversário que mais se parecia um “catado futebol clube”. Se o adversário tivesse um nível melhor, com certeza, o drama seria grande. O Verdão ganhou, foi de goleada, mas precisa melhorar muito para ser forte candidato ao acesso. Tem que encarnar o espírito de Segunda Divisão e reconhecer que não dá para se iludir com a vitória de ontem.

Texto de Luis Antônio Figueira (Jornal Correio)

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Sim, eu estou confiante !!!


O nosso glorioso Uberlândia Esporte Clube tem a missão de amanha reverter o resultado negativo diante do Araxá na estreia do módulo II do campeonato mineiro 2012, quando perdeu pelo placar de 1 a 0 na terra da dona Beja. Contra o Funorte não existe outra alternativa, senão vencer. Qualquer outro resultado pode ser desastroso dependendo do resultado das outras partidas da chave A.

A nossa torcida será para que Araxá, Mamoré e Patrocinense, que venceram na estreia, não passem de um empate e se o Verdão conseguir os três pontos, entra forte na briga para o acesso.

Eu estou muito confiante com nossa equipe. Jogando em nossos domínios, temos tudo para fazer uma boa apresentação contra o Funorte e buscar os três primeiros pontos. Primeiro porque estamos jogando em casa e é dever a vitória para qualquer equipe jogando em casa. Segundo, porque a equipe está acostumada com as dimensões do gramado do Sabiá, que é a maior de todas em campos oficiais. Por fim, o Verdão terá o apoio de sua torcida.

Falando em torcida, amanhã a força dela será fundamental para a obtenção de uma vitória. É preciso que todos se esforcem para ir na partida no sábado à tarde, aliás um excelente horário para realização de partidas, pois não obriga ninguém a ficar debaixo de um sol escaldante como era nos domingos de manhã.

Chame seus amigos e parentes para dar uma força para o Verdão. É o time da cidade e eu sei que interessa muito a todos que o Uberlândia seja um time forte e competitivo. Lógico que em campo as coisas tem que acontecer, mas a torcida tem que ir, pagar ingresso, apoiar o time. Não se fazer futebol sem dinheiro e sem a motivação da torcida.

O Funorte, assim como aconteceu com o Verdão, perdeu na estréia. Vem mordido e decidido a buscar a recuperação, já que é um recém empossado no módulo II, pois foi rebaixado em 2011. Mas o UEC não tem nada a ver com isto e tem que usar a supremacia que tem de jogar em casa e partir para cima do adversário.

Eu acredito que temos tudo para vencer amanhã, pois os amistosos no Sabiá a equipe do Verdão mostrou sempre um bom futebol, independente ou não da estreia do atacante matador André Neles.

Está na hora da torcida mostrar sua confiança indo ao estádio e apoiando o Verdão.

Vamos subir, Verdão !!!!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Se você não sabe lidar com frustrações, torça para o Barcelona


"Eu é que não vou torcer para o Uberlândia, este time é uma vergonha"

"Você está falando sério que torce para o Uberlândia? Este time disputa o que mesmo?"

"Não vou torcer para um time que não ganha nada"

Estas são as frases que mais escuto em Uberlândia quando mostro minha paixão pelo Uberlândia Esporte Clube. Tirando a ignorância de muitos em saber que o Verdão já foi campeão brasileiro e não entenderem que a situação do time hoje é fruto cíclico de incompetências de mais de 20 anos de dirigentes que só vem prejudicando a imagem do clube, acho realmente lamentável este marketing que estas pessoas fazem para o clube da cidade, arrebanhando mais e mais simpatizantes por uma causa que, definitivamente, não é delas.

Aliás, é natural que todas as pessoas evitem o sofrimento, que não gostem de apoiar causas que há muito tempo não são vencedoras, já que precisam mostrar que torcendo para um time de futebol vencedor, você também é um vencedor na vida, o que é uma grande bobagem.

Até penso que se você não consegue lidar com frustrações, ver seu time perder um jogo e ás vezes até um campeonato, não consegue se conformar com isto e acha que ele devia ser um campeão, vencer absolutamente todos os jogos que disputa, você deveria torcer para o Barcelona, aquele time que a gente vê na TV e pensa: "que time espetacular". Você terá poucas frustrações, mas terá algumas, todavia não precisará ficar justificando pra ninguém que você torce para um time pequeno, o time da sua cidade e que pelos poucos apoios que a cidade lhe dá, ele vai tentando aos trancos e barrancos se reerguer, mesmo com toda as dificuldades.

Assuma sua incapacidade de passar por situações de desconforto, de ver seu time levar um gol e não dar conta de reagir, de mesmo assim ter que mostrar que você é uma pessoa segura, independente do seu time de futebol.

Não lhe recomendo torcer para o Uberlândia, isto lhe causará dissabores. Talvez ele suba para o módulo I, talvez não. Talvez ele ganhe todos os jogos no Sabiá como ganhou o ano passado e não suba. Você dará conta de suportar tudo isto?

Olha, não torça também para times como Flamengo, Corinthians, São Paulo, Vasco, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético, estes também dão muitas decepções aos seus torcedores, pois lembre-se que apenas um será o campeão brasileiro, o resto todos serão os fracassados da vez. Mas torça para o Barcelona e tome cuidado para não se frustrar muito, porque o Real Madrid está com boa vantagem no campeonato espanhol e você pode sofrer muito por não tolerar frustração.

Fique com vergonha de assumir sua torcida pelo time que leva o nome da cidade e mostre o quanto você é um vencedor !!!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

O menino surpresa (por Flávio Gomide)

Bruno Henrique, meia emprestado pelo Cruzeiro


Texto por Flávio Gomide (*)

Estive na última terça-feira no CT Ninho do periquito pra acompanhar o jogo treino dos reservas do Verde contra a equipe amadora do Guará e lá pude observar várias peculiaridades que norteiam o universo do Uberlândia Esporte Clube.

Como o jogo treino estava marcado para o último campo gramado do CT, foi preciso caminhar,  e caminhando, analisei novamente toda a estrutura e todas as pessoas que compõe essa estrutura no CT, o que me faz lembrar do antes e da revolucionária mudança na estrutura desse universo verde no durante, que deve refletir para dentro das quatro linhas em breve.

Das peculiaridades naquela terça-feira, desde a preparação para o amistoso, a conversa do técnico Eugênio com o grupo no círculo central do gramado, os abraços no reencontro de ex-jogadores do UEC, craques amadores da cidade, cones e bolas no cenário, alguns torcedores, distribuição dos jogos de camisa, e finalmente, com a bola rolando, aos poucos, eu fui me atentando para algo que merecia uma observação especial. Um rapaz que atuou no ataque do verde, que foi o “garoto surpresa” da tarde. No começo, quando ele fez o gol na sobra, eu até poderia contar como “sorte”, pois só empurrou pras redes sem “chamar a atenção”. Mas quando ele pegou a bola e partiu para o ataque na ponta direita, se livrou do zagueiro adversário, cortou pro meio e mandou um golaço no ângulo direito do ex-goleiro do UEC Roger em fração de segundos, eu já vi que o menino tinha bom trato com a bola. Depois disso, ele marcou outro tento de cabeça e fez outro gol tirando do goleiro a meia distância. Quatro gols do “menino surpresa”, dos nove que o verde marcou.

Na saída, o bom jogador amador Alencar, atacante do Guará, jogador amador de salão e campo, que joga muito bem nos dois pisos por sinal, disse: “Desses que estão aí, aquele menino alí é diferenciado”. Percebi então que não estava sozinho na minha análise  positiva. Alencar se tratava de Bruno Henrique (foto), atacante de 21 anos que veio de BH.

Bruno Henrique está em fase de adaptação ao profissionalismo, visto que foi destaque da Copa Itatiaia de futebol amador, e por esse motivo, fechou contrato com o Cruzeiro.

Não estou falando que existe nenhum novo Geraldo Touro no verde, nem que o menino veio para ser a esperança do UEC, pois não vejo as coisas dessa maneira imediatista. Porém, como membro do conselho deliberativo e sócio benemérito do nosso “mais querido e forte”, eu já adianto e aconselho: - Amarra esse menino aqui, e faz um contrato para uma parceria de benefícios em qualquer negociação futura. O Cruzeiro descobre, o Uberlândia Esporte faz a lapidação e revela, os dois ganham. Assim, caso vingue, o “menino surpresa” da tarde de terça-feira pode render dentro e fora das quatro linhas, Pois é rendendo que veremos um verdão forte, e ver no brasão que é tão amado, o amor o sangue (verde) e o valor da cidade!

Vai Verde !!!


(*) Flávio Gomide é sócio benemérito e membro vitalício do conselho deliberativo do UEC.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

O momento não é de desespero


Antes que os mais incautos que apenas leem o título e comentam, eu admito que estou preocupado com a falta de um atacante matador, um centroavante nato, com boa estatura para poder fazer os gols em bolas lançadas na área, pois temos dois laterais muito rápidos e que sempre conseguirão fazer este tipo de jogadas.

Enquanto torcedor, admito que este tipo de jogador já tinha que ter chegado não agora, mas no final do ano passado para conseguir ritmo de jogo e o Uberlândia já entrar com tudo no módulo II.

Bom, este jogador não chegou. Com a derrota para o Araxá no último domingo, aumentou a pressão sobre a diretoria do Uberlândia Esporte Clube para que contratasse com urgência este jogador. O presidente do clube, Guto Braga, comentou com alguns jornalistas após o jogo, sem dar entrevista, que até quarta-feira (amanhã) chegaria algum jogador, seja meia ou centroavante.

Eu espero que esta contratação não seja no desespero, na correria, apenas para agradar a imprensa ou ao torcedor até o próximo jogo. Me lembro quando perdemos para a Tombense no primeiro jogo da segunda fase do mineiro do ano passado e bateu aquele desespero na contratação de jogadores, chegando uns cinco que não conseguiram resolver o problema. O melhorzinho deles, Daniel Moraes, foi bem apenas contra o Boa e depois também não fez mais nada.

Temos que contratar urgente o centroavante, mas se for partir para o desespero pode acontecer de trazer jogador machucado ou sem ritmo de jogo. Quem não se lembra do Rinaldo, que mal atuou um pedaço de um jogo e "seria"  a "salvação da lavoura"?

Não tem outra alternativa, neste momento, senão tirar algum bom atacante de outra equipe. Não há jogador em condições de entrar e ser titular senão algum que esteja jogando no momento e fazendo seus gols no clube em que está atuando.

Então, talvez a espera - que não seja absurdamente longa - por mais alguns dias, sirva para buscar algum atacante de outro time. O que não pode fazer também é retardar isto até o barco estiver afundado. Contra qualquer time da nossa chave jogando no Parque do Sabiá, sei que temos um time forte, porque nossos jogadores tem muito toque de bola. Assim, contra o Funorte acho que temos condições de jogar com os que temos, mas já contra o URT no dia 03 de março, no Zama Maciel, tem que ter chegado o atacante, senão tenho receio de não conseguirmos a classificação para a próxima fase.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Vacilo de um segundo que custou caro


Falar de derrota nunca é fácil. Ter que explicar e justificar o óbvio é complicado. A resposta é clara: perdeu porque não fez os gols que tinha que fazer e tomou o gol que não tinha que tomar.

O Uberlândia Esporte Clube treinou durante toda a semana a questão da bola aérea, pois sabia que era característica do time do Araxá. Aliás, o CANAL UEC fez questão de ressaltar o perigo do atacante Tiago Pereira, que vinha fazendo gol em todos os amistosos e já era pré-candidato a artilheiro do Módulo II.

Não deu outra. No segundo tempo, o Verdão estava muito forte e o Araxá estava pouco produzindo, senão aqueles lançamentos de bolas na área. De repente, acontece um escanteio para o Araxá e foi cobrado para justamente o Tiago Ribeiro, que pela única vez no jogo estava sozinho e cabeceou tranquilamente para marcar o único gol do partida.

Foi um vacilo de um segundo num jogo de 5760 segundos que custou caro para o Verdão. Vacilo este que  o Araxá esperou ansiosamente o jogo inteiro. 

Verdão perdeu pela insistência em seu ponto fraco


A derrota do nosso glorioso Uberlândia Esporte Clube ontem no estádio Fausto Alvim em Araxá não aconteceu por acaso e não foi um achado do Araxá esta vitória, até mesmo porque os dois times se equivalem e eu esperava que o time de dona Beja, com o investimento milionário feito empresa CBMN seria uma seleção, fosse uma equipe muito melhor. 

Mas isto não vem ao caso. O Verdão poderia ter saído com uma vitória ontem e jogando de acordo com suas características, ou melhor, aquelas que seus jogadores tem. Mas houve um insistência muito grande, principalmente no primeiro tempo, em jogadas que o time não tinha a menor condição de matar o jogo.

Nossos laterais, que sempre foram pontos fortes, fizeram grandes jogados na estreia do mineiro. Avançaram até a linha de fundo e cruzavam para ninguém. Isto mesmo. Foram vários e vários lançamentos para a alta defesa do Araxá e estavam lá na frente Amilton e Rafael Aidar, misturados nos meios dos gigantes, para tentar fazer um gol de cabeça. Só tentar, porque não tiveram chance alguma.

Desde o primeiro amistoso contra o CRAC, em Catalão/GO, no início da preparação, já era sabido que a deficiência do Verdão era a falta do centroavante, o jogador de área. Este até veio, mas lesionado, que foi o caso do Paulão. 

No segundo tempo, o técnico Eugênio Carlos pediu para o Verdão jogar mais pelo meio e tentar chutar mais a gol. Tentou, não vou negar. Em uma oportunidade, Rafael Ipuã chutou certeiro para o gol, com a bola fazendo curva, mas o goleiro Fred do Araxá tirou a melhor bola do UEC, que se fizesse o gol naquele momento, a história da partida teria sido outra completamente diferente.

Depois o Uberlândia tomou um gol de bola parada e aí a coisa desandou. O time ficou nervoso e não saiu mais nenhuma jogada que prestasse, ficando por conta do Araxá só administrar a partida.

Penso que Eugênio Carlos deverá trabalhar o time em cima do que tem. Não adianta nossos laterais ficarem insistindo em cruzamentos pelas linhas de fundo, se não tem quem receber estas bolas. É ficar dando murro em ponta de faca !!!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Poucos gatos pingados foram assistir os amistosos


O Uberlândia Esporte Clube nesta preparação para a disputa do campeonato mineiro do módulo II jogou três partidas no estádio Parque do Sabiá e venceu todas (2 a 0 Uberaba, 2 a 1 América e 2 a 0 Ceilândia). Em todos estes jogos o que se viu foram pouquíssimas pessoas para prestigiar a nova equipe do Verdão, sendo o maior público no clássico contra os chifrudos e mesmo assim não passaram de uns 800 pagantes e mesmo assim porque tinha uns 100 da torcida colorida do Uberaba. 

Todas as apresentações do time do Uberlândia no estádio Parque do Sabiá, considerando apenas os primeiros tempos das partidas, foram de agrado de todos os torcedores, mostrando uma equipe competitiva e que sabe defender muito bem e atacar de forma ordenada. Mas somente uns poucos gatos pingados viram isto.

Nem mesmo a torcida organizada Inferno Verde, a maior, senão a única torcida do Verdão, não compareceu aos jogos para entoar seus gritos. 

Tirando o clássico, os demais jogos tivemos média de 300 a 400 pessoas por jogo. Depois as pessoas reclamam que querem uma grande equipe, mas como imaginam que a diretoria vai conseguir recursos para contratar melhores jogadores e conseguir excelentes patrocinadores se ninguém vai no estádio?

Dinheiro não brota do chão e uma das grandes fontes de receita do clube para o campeonato é a bilheteria.  O curioso é que muitos falam que só irão aos jogos depois que ver que o time está indo bem. São os famosos "simpatizantes".

Grandes torcidas fazem grandes campeões. Se o torcedor não voltar a comparecer, peço então, por gentileza, parem de ficar cornetando o time nas ruas, dizendo que o Verdão é isto ou aquilo e que é uma vergonha a cidade de Uberlândia, deste "TAMANHÃO" não ter um time a altura. 

Infelizmente, o time está a altura da torcida, não reclamem depois !!!